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sábado, 16 de junho de 2012

Sobre Valores e Artistas

Fabiano, me fale sobre valores que desenhistas de mangá deveriam ter.

Humm...você perguntou de desenhistas, mas vou falar de artistas em geral, ok?
Eu acho muito triste ver, presenciar que poucos artistas possuem valores e os aplicam às suas obras e sua própria vida.
Parece que tudo gira em torno do reconhecimento, da grana, da fama...
Tá, isso faz parte, mas não pode ser tudo.
Um exemplo bobo que eu sempre vejo aqui e ali: artistas não costumam dar expontaneamente coisas para os outros. Um desenho, um rascunho que seja.
Tá, você pode alegar que se alguém quiser um desenho que compre, mas isso não seria alinhavar que tudo tem um preço?
Não é assim, pelo menos pra mim que as coisas funcionam.
Se tu coloca um preço em tudo, quer dizer que talvez, até seus valores estejam a venda, e isso é especialmente perigoso. Porque alguém que vende tudo, de si mesmo ao que produz, é sempre levado pela bagatela mais alta independente do que quer que seja considerado.
Artistas, independente do estilo devem ter um foco, uma ambição, querer melhorar sempre, saber filtrar críticas, quando entrar num projeto ir nele até o fim, independente do que possa ocorrer.
Não são essas coisas que eu vejo por aí nos artistas.
Poxa, eu fico até sem jeito sabe? Eu tenho aqui comigo um punhado de fanzines que estão simplesmente parados a anos, assim não dá!
Cadê o compromisso? Como fica quem leu isso e por pior que seja, gostou da história?
Pior! Cadê o planejamento do artista? Não tem? Quando falamos de artistas novatos, esses bem novinhos, na casa dos 13~16 anos vá lá, cobrar compromisso deles é exagero, mas é quando o artista tem mais de 18 anos?
Chato isso, hein?
Queria aproveitar e falar de uma pessoa que fez algo que eu achei muito lindo de tudo.


O autor de Rainy September, o João Paulo, ou melhor, Joo, fez uma brincadeira no blog dele. A brincadeira consistia em mandar um comentário qualquer sobre a história dele, Rainy September, que você pode ler indo aqui: http://m.dpzine.com/2011/05/one-shot-rainy-september-parte-1-2.html ou baixando a revista Union Arts que contém a história completa indo aqui : http://revistaunionarts.tk/
Daí tu mandava seu endereço para um mail e o Joo enviava um cartão, impresso, para quem tivesse mandado o endereço.  A imagem do cartão é a que está nessa parte da postagem.
Vocês estão me entendendo? Ele fez isso expontaneamente, sem esperar nada em troca.
Fez porque queria agradar alguém.
Me perguntou porque eu não posso ver exemplos como esse com mais frequência.
Bons exemplos, por sinal.
Daí um moleque qualquer vira pra mim e reclama que ninguém lê as coisas dele, mas oras!
E o que ELE faz pra chamar o pessoal para ler? O que esse cara tem a oferecer além de um rascunho mal-feito de uma história plagiada de anime que ele assistiu e tem apego sentimental?
Você estão entendendo onde eu quero chegar?
A coisa começa no próprio artista, que não cultiva valores.
Daí ele quer que as outras pessoas, que não tem nada a ver com ele tenham valores para com ele!
Gente do tipo "Venha a nós" e na hora do "Vosso reino" dá nada.
Esse tipo de gente, nem preciso citar, costuma ter produção rala, mal-feita, cheia de buracos, em algum momento eles param.
Ou então é aquela menina pseudo-desenhista que manda aviso via Facebook dizendo que não trampa de graça. Tudo ok, até tu levantar a ficha da gaja e descobrir que ela deu mancada com um cara lá num outro tempo...
Casa de ferreiro o espeto é de pau, é isso?
Ou aquele infeliz de um desgraçado que quer fazer jogo 3D sozinho, com jogabilidade inovadora, engine fodona, mas não sabe programar um tijolo em cima de uma ladeira. Mas olha lá a pose do infeliz!
E você fala pra ele de coisas como o Angry Birds, que ganhou o mundo, fala pra ele do Fan-game de My Little Pony: Fighting is magic e o cara desdenha, dá risada, fala que "Ai, mas isso é muito simples!"
PORRA!
O cara não sabe fazer nada e ainda tira uma de quem tá fazendo? Ai, mas esse artista é muito bom, minha gente! Nossa, não, aplausos pro cidadão, ele merece!
Que pena que o mundo é injusto e ainda não descobriu a genialidade desse nosso amigo!
Falando sério...o problema é o ego desse pessoal. É tudo caso de ego.
O cara tá ali fazendo aquilo é pra chamar atenção pra ele, pra que olhem pra ele, que o admirem, que o adorem.
Só que essas pessoas são terrivelmente vazias, não estão nem ai com nada, apenas com si próprias.
Eles não querem dar nada pros outros porque não tem nada a oferecer além de si mesmos.
E uma arte rala.
Mas o que eles não sabem é que artistas, antes de tudo, são seres humanos melhores.
Bem dizia o bom Bk, que criar minha gente é um exercício de doação. Você precisa fazer aquilo, se doar nos seus personagens, nos seus gestos, para chegar no coração das pessoas.
Esses 3 aí que eu citei se tu for ver, eles não tem personagens feitos para tentar agradar os outros. Eles tem coisas que são ELES emulados dentro de um contexto, de uma história.
Quer dizer, só os dois primeiros tem personagens. O terceiro lá nem personagem tem, é só panca.
Mas o que ocorre? Como eles são vazios em suas existências miseráveis, os personagens acabam ficando ocos, rasos.
Sem paixão, sem tesão.
Mas olha lá o desenho dos dois. É legalzinho.
Mas é legalzinho porque eles entenderam que é mais fácil tu fazer um desenho bonito e alguém gostar do que tu contar uma história e alguém gostar.
Ó a preguiça atacando de novo. Olha o ego desses dois levando eles pro lado mais fácil.
Eles vão se fuder é claro.
Daí, talvez um dia, quando eles estiverem lá longe, na velhice deles, casados ou não, eles soltem um suspiro e se lembrem do que deixaram pra trás.
Mas aí não vai dar mais tempo de fazer nada.
E assim vamos indo.
( Espero sinceramente que o Joo não seja como eles. De verdade. )

domingo, 27 de maio de 2012

Sobre Ateus em Redes Sociais




Acham que ateísmo ja ta virando uma religão / quase isso / algo parecido?

Cara, eu acho impressionante o Ateísmo nas Redes Sociais.
Ok, o cara é ateu ou agnóstico, tudo bem. A saber:

========
a.teu
[Lat. atheu.]
Adjetivo. Substantivo masculino.
1. Que, ou aquele que não crê em Deus. [Fem.: ateia. (éi)]
========
ag.nos.ti.cis.mo
[Ingl. agnosticism.x11]
Substantivo masculino.
1. Doutrina em que certas questões (p.ex., a existência ou não de Deus), por estarem além do entendimento humano, não podem ter uma resposta segura.
==============

Como eu dizia, o cara é Ateu ou Agnóstico, tudo bem. Ele vai pra uma rede social, um Orkut ou Facebook da vida.
Lá, ele encontra outros ateus e agnósticos como ele.
Daí tá o problema.
A sensação de "oh, não estou sozinho" dá lugar a sensação de poder no cara.
Saca quando estamos com um grupo de amigos e fazemos coisas que normalmente não fazemos quando sós? É por aí.
Então o cidadão começa aquele Spam rídiculo de mensagens para desafiar os outros que tem religião. Mostrando incoerência na Bíblia, falando ironias e em alguns casos, atacando diretamente um grupo religioso específico.
Percebeu a merda? Ela se tornou exatamente aquilo que ele detestava nos outros grupos.
Porque ele não suporte que uma testemunha de Jeová bata na porta dele e venha querendo vender revistinha, mas lá vai o otário, o imbecil fazer pregação atéia em rede social porque "Ai, as religiões não prestam!"
Porra!
Uma coisa que meu guru, o Bk dizia é: Tu não pode meter o bedelho nas escolhas do cara. Mesmo que essas escolhas fodam ele, deixa ele se foder, deixa ser usado.
As coisas no mundo só estão como estão porque todos os lados querem puxar as pessoas pro suposto "lado certo", mano pára com isso!
A nossa vida é feita de acertos e erros, não somos crianças o tempo todo para precisarmos de alguém nos pajeando o tempo todo.
Sabe, eu sou Católico, mas não dou um puto pra Igreja, nem fico de pregação por aí como algumas pessoas que conheço.
Que por sinal, a maioria são evangélicas.
Quem dera que os Católicos fossem como eu sou, sério.
Mas tá foda, muito foda.
Valeu pela pergunta!

sábado, 7 de abril de 2012

Crie!

Muito obrigado pela resposta referente aquele curso de mangá da DeAgostini. Mas quero fazer só como passatempo, longe de mim criar personagens.

 

Diones, mas veja bem, desenhar por lazer, um monte de gente desenha.
Mas note que não temos o costume de criar personagens. Normalmente se faz desenhos aleatórios, personagens soltos, nada muito sério.
Tudo bem.
Mas sabe, eu penso comigo que se a gente tivesse uma mentalidade de criar as coisas já desde o começo talvez a gente não apanhasse tanto na hora de criar coisas mais complexas.
Acontece muito de eu pegar desenho aqui e ali do povo na net, eu pergunto algo como: "Quem é esse personagem?" e me respondem que não é nada, só um desenho.
Percebe?
Tem um amigo meu, ele jogava Ragnarok Online, fez um templário lá. Ok, nada demais, só um personagem de MMO, mas ele teve o cuidado de pensar um histórico pro personagem, quem era ele, o que fazia, quem eram os pais.
Não por nada, só por diversão mesmo.
Pode parecer bobeira, perda de tempo, mas com esse pequeno exercício tu vai deixando tua mente afiada para fazer isso.
Vai que numa hora tu precisa?
Lá fora no exterior o povo joga RPG, lêem pra caramba, isso tudo ajuda na hora de criar coisas. Aqui no Brasil povo tá lendo auto-ajuda, aventura fantasiosa escapista e Bíblia.
Sem criar, sem pensar a gente não vai sair disso nunca.
Então Crie seu Diones!
Crie e instrua os outros a criarem também!
Abraços!

domingo, 11 de março de 2012

Escrevendo Roteiros


Eai Fabião!Existe uma modos e regras para  escrever roteiros!Eu tenhos algumas ideias em mente e não consigo passar pro papel.

Pense nas histórias infantil, aquelas tipo Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Mil e Uma Noites, etc.
Todas elas tem um cenário, que é onde a história se passa.
Personagens, que vão contar o que se passa.
E toda história tem começo, meio e fim.
Entre os personagens deve existir o chamado conflito, que é quando as opiniões não batem, disputa de egos, etc.
Um exemplo de conflito seria o lance, lá nos X-men, do Wolverine querendo ficar com a Jean Grey, mas ela gostando do Ciclope.
Isso entre os personagens, claro.
Você precisar uma problema pros personagens resolverem ou fazer eles irem de um lugar a outro.
No caso da Chapeuzinho Vermelho, ela precisava ir pra casa da Vovó, mas no meio do caminho ela achava o Lobo.
Já leu "As Mil e Uma Noites"? Aquilo ali começa com a Sheherazade indo dormir com o sultão assassino de mulheres e dentro da história tem uma dezena de outras histórias, até o fim da história principal.
Seriam como as sub-tramas que aparecem na Guerra dos Tronos.
Histórias em geral seguem dois tipos básicos: tu pega os personagens e faz eles irem atrás de alguma coisa OU você pega os personagens e faz eles ficarem em um local e daí as coisas vão acontecendo.
One Piece tem muito do primeiro tipo. Batman por sua vez é normalmente focado no segundo tipo.
Normalmente esses "modelos" remetem aquela histórias gregas antigas, "A Iliada" e "A Odisséia", talvez seja interessante você ler essas histórias para ver como as coisas funcionam.
Espero ter ajudado! =]

sábado, 10 de março de 2012

Música Brasileira


Música brasileira. O que acha?

Música Brasileira engloba muitas coisas, desde o odiado funk carioca até MPB, passando pelo Tecno-brega da Banda Calypso até as marchinhas de Carnaval.
Eu diria num sentido mais geral que a música brasileira é algo muito diverso, produtivo, interessante.
O Brasil de forma geral é um país musical, que gosta de música e de fazer música.
Falando por mim, não escuto música com frequência, mas gosto de, de vez em quando, ler algumas letras, ver o que dizem.
Algumas me emocionam.
Só lamento um pouco que o povo em geral não conhece nossas raízes, aquelas músicas antigas porque abraçam uma idéia de modernidade, ainda que falsa.
Mas nossa música existe, é ouvida e em alguns casos, passa um recado.
Seja mainstream ou mais indie. Ela existe.
Olha a música indie brasileira aqui: http://www.tratore.com.br/
A existência de tanta gente ouvindo e fazendo música é algo inerente ao brasileiro.
Eu acho isso muito bom. =]




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ousadia




Vi este texto num site de um ilustrador brasileiro, o que achas Fab? "Não criamos e ou produzimos quadrinhos, personagens, ilustrações e projetos gráficos que incitam violência, drogas,sexo e discriminação racial, social, religiosa, sexual e política."


Pergunta tensa.
A gente não pode recriminar uma pessoa por fazer o que faz.
Veja, tu me diz que ele é ilustrador, logo é um artista.
Entretanto, a arte, independente da forma a qual seja apresentada ( desenhos, pinturas, textos, etc ) deve, sempre que possível, fazer quem a aprecia pensar, questionar.
Acrescentar coisas à vida da pessoa.
Não vou tirar o mérito de arte comercial que acrescenta pouco ou nada, como as novelas da Globo.
Mas daí acho que pesaria ao artista em si fazer um exame de consciência. A troco de quê ele limitaria sua capacidade criativa e crítica?
Quando o artista é novato e não aborda certos temas porque a cabeça tá meio trancada ainda vá lá, compreensível.
Mas o cara ficar a vida toda escolhendo o que fazer? Não dá.
Tem que ter ousadia, certos temas tem que ser abordados, SIM.
O mundo não é uma festa feliz onde todo mundo ama todo mundo.
É preciso mostrar os monstros, encara-los e vencê-los.
A Arte por si só é contraditória, provocativa, a Arte mesmo quer fazer com que tu se mova.
Pense em certos assuntos.
E não tem dessas de certos assuntos controversos serem tabu pra algumas pessoas, um bom artista coloca as bagaças lá, doela a quem doela e dá seu recado.
My Little Pony tem um episódio que fala de Corrupção ativa.
E é desenho animado que tecnicamente, é pra menina nova.
Mas ó lá os Bronies pelo mundo, caras de barba, adultos, que gostam.
Porque a parada do desenho é que é um desenho infantil sim, mas um desenho infantil INTELIGENTE.
Que tem sua dose de ousadia.
Ousadia essa que nosso amigo ilustrador aí se recusa a abordar.
Tudo bem, a vida é dele ele estraga como quiser.
Mas depois nem vem reclamar que "Ah, as pessoas não me dão valor!"
Claro que não. O cara se arrisca? Não. Tem que ser tudo dentro dos conformes dele, na regra dele, sem extrapolar.
Isso não é artista de verdade, é quando muito um projeto.
Triste isso. A vida vive nos provocando, mas a gente não pode provocar ela?
Aff!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Viver na Matrix


Vivemos numa Matrix?

Vivemos sim. Mas os computadores são alusões ao Estado, Igreja e Família.
Porque as pessoas dormem e não sabem da verdade? Isso é alusão ao nosso conformismo. Quem são os despertos por Morpheu? São as pessoas que sabem o que se passa e lutam contra isso. Mas note que a luta deles é invísivel para a maioria das pessoas.
E quem descobre a verdade é rapidamente eliminado, calado para não passar isso adiante.


Ilustradores



Ilustradores não são muito valorizados aqui no Brasil?

Num primeiro momento, sim!
Vc vê, quando tu mostra um desenho bonito ou mesmo uma cópia bem-feita, rolam elogios, dentro de certos parâmetros.
Aparentemente, fazer desenhos é algo bem-visto.
Mas pensemos no lado dos quadrinhos em geral, usando esse contexto.
O desenho pode ser bonito, mas no fringir dos ovos o povo comenta é o DESENVOLVIMENTO DA HISTÓRIA.
Com quem o fulano vai ficar no final, como o personagem xis pode fazer tal coisa, qual a identidade do beltrano, quem matou a menina xis.
As pessoas não se incomodam com o traço em si, desde que o nível do mesmo esteja razoável.
Falando de ilustradores em geral não conheço gente que fale expontaneamente de algum ilustrador.
Algo como "gosto de tal fulano ou de tal fulana".
Aliás, você viu a resposta do Lionel Ritchie? Ele cita o Luis Royo, ilustrador fantástico. Não vejo o pessoal comentando de ilustradores, mas de contadores de histórias, que é o caso dos mangakás e pessoal dos Comics.
Eu não vejo por exemplo o povo comentando do Hiro, que faz as ilustrações que vão nos papéis do Mc Donalds. Mas vejo o povo comentando de mangás, de coisas nacionais como Bando de Dois, mas isso tudo é quadrinhos, é história, boa ou ruim.
Eu diria que Ilustradores em geral que não vinculam seu nome em quadrinhos ou assemelhados tendem a ser desvalorizados pelos outros.
O Brasil não consome arte como outros países e isso afeta eles ( os ilustradores ) de uma maneira geral.
Mas já aconteceu de eu procurar ilustradores em geral e tomar um calote por uma razão ou outra. Quer dizer, se por um lado os ilustradores sofrem, por outro alguns deles primam por não ter senso de responsabilidade.
Assim fica díficil!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Brasileiros



Ser Brasileiro é...


Ter sempre aquela esperança que as coisas vão melhorar.
E ficar acomodado esperando que isso aconteça.
E confiar quando não se pode confiar na pessoa.
Porque ela te enganou várias vezes e vai enganar mais uma vez.
É não cultivar valores maiores, mas gostar de falar que gastou tanto em alguma coisa, pra fazer inveja no outro.
Que por sinal, é tão pequeno quanto.
É ser mesquinho. É o cara lá dar pra ti de boa, sem pedir nada em troca uma bala de mel.
E você fala pelas costas do sujeito que a bala não presta porque é barata.
E quando esse mesmo sujeito te dá alguma coisa melhorzinha tu não sabe retribuir. Não acha que deveria fazer um agrado.
"Ah, não tenho obrigação!" enquanto isso tua carteira tá cheia de dinheiro.
Como se você fosse morrer e colocassem o dinheiro no teu caixão, pra ir junto contigo pro além.
Ser brasileiro é ser hipócrita. É tu se queixar de dores, de cansaço, fazer corpo mole, mas olha lá o cara que trabalha contigo HÁ MAIS TEMPO, está MAIS ARREBENTADO que tu, aguentando tudo QUIETO.
Porque o trabalho precisa ser feito.
Ser brasileiro é tu usar o infame "Você sabe com quem está falando?" diretamente ou indiretamente, porque você se acha muito superior a quem te questionou.
Quando na verdade é exatamente o contrário.
Ser brasileiro é tu tirar foto de mendiga doente mental cagando na rua e compartilhar em redes sociais, porque "é legal, é engraçado".
Mas você se esquece que no lugar daquela pessoa ali poderia estar alguém querido por você. E aí não seria engraçado.
Ser brasileiro é ser uma criança birrenta. Mesmo quando você já passou da idade de ser uma criança birrenta.
Cansei de ser brasileiro, de ser essas merdas todas aí.
O Brasil que eu quero não é esse monte de bosta.
E o Brasil que eu conheço só vai mudar quando esse monte de brasileiro que fazem essas merdas e outras que não citei morrerem.
Ou mudarem.

sábado, 21 de janeiro de 2012

SOPA & PIPA


Qual é sua opinião sobre SOPA e PIPA?

Os gringos são engraçados. Precisou eles passarem por uma quebradeira dos infernos, perderem dinheiro, aumentar o desemprego, pra inventarem uma bobagem dessas.
Como os anônimos comentaram, o mundo mudou. As empresas não podem simplesmente ficar querendo enfiar um modelo de trabalho que não procede mais. Tem que se modernizar. Mas lol, como as grandes corporações vão se modernizar se estão calcadas em modelos antiquados?
Tudo muda, porra! Mas vai falar isso pro povo das gravadoras e da indústria do cinema!
Bando de burros, tem mais é que se foder mesmo!
E que dó dos políticos gringos que dão razão a essas pessoas, que propõem leis desse estirpe!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Comida!



"A japa adora meu feijão e agora que temos panela elétrica que cozinha arroz, só temos rango do bom e do melhor." Coisa de pobre deslumbrado Fabiano?

Humm...não.
Porque veja bem, você fazer sua própria comida é algo de gente independente.
Falando sério Anônimo, pensa quantas pessoas tu conhece que sabem fazer sua própria comida. Agora, pensa como elas são.
Pessoas que fazem sua própria comida, pensam de forma geral diferente da maioria. Conheço um monte de gente que não sabe fazer um arroz, escolher e temperar um feijão, vivem de miojo, sanduba na rua ou fritam ovo.
Nada contra, cada um faz de si o que quer.
Mas eu acho, na minha opinião, que com isso, a gente tá perdendo algo que nos faz seres humanos.
Cara, cozinhar por si só é um ritual, desde a escolha da receita, compra dos produtos, até o preparo.
Animais comem qualquer coisa, tanto faz, porque são animais, não precisam disso.
Mas seres humanos precisam.
Sei lá,em parte eu concordo com algo que a Eddie Van Feu disse nos livros dela de Wicca, a gente tá perdendo a capacidade de fazer esse ritual de cozinhar.
E tamos virando bichos com isso.
Acho que aquela frase "Você é o que você come." casa bem com essa situação.
Nós temos comido muito mal de uns tempos para cá. Trocamos comida bem-feita por facilidade, por junk food, nos tornamos piores por causa disso.
Olha a quantidade de barraquinhas de cachorro-quente ou algo mais sensível, aquelas lojinhas que vendem salgadinhos. Cara, tem isso em todo lugar, mas porque? É porque as pessoas não estão mais com tempo ou vontade de se dedicar a cozinha. Engolem qualquer coisa na rua, e pronto, deu.
Cara, isso é trágico! Estão matando o arroz-com-feijão com isso!
Tanto faz se tu está fazendo o arroz-com-feijão numa panela elétrica ou não, o ponto é: FAÇA!
Agora dá licença, vou ali fazer um arroz!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Hipocrisia


se fossem espertos, escreviam algo chupinhado daquela novela dos mutantes, era uma merda mas tinha audiencia,o povo gosta disso, meu irmao que detesta ler leria uma historia desse tipo, mas nao pode é "se vender", escrevem pra si, e querem ganhar dinheiro 

Muita hipocrisia. Muita. As pessoas querem cultivar valores, mas no fundo querem dinheiro, reconhecimento, serem algo acima das pessoas comuns.
Temos que ser mais decididos nas nossas coisas, esse meio de vida é quando muito dos nossos pais, nosso avós, não se sustenta mais.
Temos que ser mais sinceros!
Quer ganhar grana fazendo história idiota? Faça!
Não quer grana? Quer meter uma idéia no cidadão que lê? Faça!
Quer ganhar grana e meter uma idéia no cara? Seja profissional!
Mas não!
Muita mentira, muita hipocrisia.
Não dá!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Bases


"Artista bom mesmo conhece de tudo!" eu to acompanhando Firefly do Joss Whedon mesmo odiando o cara,esses "fãs"; so querem ler mangá e escrever mangá, nao vao numa livraria, num sebo, nunca leram um livro, logo nao tem como escrever uma historia. é triste

Eu comentei uma vez lá no blog de um mangá de um desses pseudo-mangakás, o Dragon Fighter.
Tinha um blablabla lá de Anjos, Demônios, Magia...essas coisinhas estilo Holy Avenger, Slayers, Lodoss War...enfim, tolices.
Falei pro molequinho ir ler Paraíso Perdido de John Milton e a Divina Comédia, que falam dessas coisas de Céu, Inferno, Demônios...pra ele ter uma base legal né?
Moleque vira pra mim e pergunta se tem anime disso, pra ele assistir e "pesquisar".
MEU...MEU...
Eu desconverso, claro, onde já se viu uma coisa dessas?
Mangakás mesmo, de verdade tem um ESTOFO intelectual invejavél. Eles lêem muito, de tudo, de clássico da literatura a romance chulé.
Oras, Osamu Tezuka fazia as coisas dele com base no que ele leu em livros. Assim teve o mangá "A nova ilha do tesouro" baseado no livro do mesmo nome e Astro boy é um Pinóquio tecnológico.
Estofo, conhecimento, base.
Molequinho aqui leu um Naruto ou um Bakuman e já quer ir pra crista da onda, não é assim!
Mais triste Personal é eu ver o Editor do site Quadrinize falando exatamente isso pro pessoal que segue ele no Twitter.
Não se faz mangá só lendo mangá.
Mas e pra esses burros entenderem isso??
É foda.

Planejamento vs. Ego



"maluco assiste um Bleach ou Naruto da vida e vai lá emular o que viu e achou legal."o que eles nao pensam é que até pra isso, shonens feitos pra crianças rola um planejamento,pesquisa,trabalho em equipe,organização que eles nao tem. é foda.

Rola muita ilusão.
Povo fica sabendo do esquema de trampo japa, que é mangá + anime + licenciamento, piram em cima, esquecem que estão no Brasil.
Eles querem grana, reconhecimento, mas dizem que não, nada disso.
Querem posar de santos e castos que fazem Arte.
Mentira, tudo mentira!
Daí vem a arrogância, canso de ver gente falando aqui e ali que tem histórias e eles, os autores, acham elas boas.
Oras, quem tem que dizer se algo é bom ou ruim é o público!
Daí vem a ignorância, ninguém pesquisa nada, ninguém quer saber do que foi feito antes, do que deu certo, do que não deu certo.
Ninguém quer saber de nada, só de serem os "iluminados", os "bem-nascidos", "aqueles que farão a diferença!".
Pokémon o filme 2000 criou escola.
Egóicos. Todos eles. Todos acham que basta ter uma historinha mais ou menos e tudo vai cair do céu.
Licenciamento, Desenhos animados, Grana, Xavascas, Tudo!
Daí fazem porcarias do naipe do Homem-merda ou o Cabeçudo Desmiolado e querem que a gente goste disso.
Não dá.
E se você mete a boca no infeliz, ele acha ruim.
Falta maturidade artística, sobra "passar a mão na cabeça".
Mas olha lá o pseudo-mangaká esnobando Super Onze e se achando superior porque "Ai, eu assisto Death Note. É melhor."
Artista bom mesmo conhece de tudo!
De tudo!
Não só o que acha melhor.
Tá foda Personal, tá foda.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Carências


 O que pensa sobre pessoas excesivamente carentes?

Nossa Yatta, tu perguntando isso me lembra de um causo com um amigo meu.
A gente ficava naquelas pendengas do Ragnarok Online, da LUG, um MMO, não sei se tu conhece. Só que eu trampo né, não tenho como ficar jogando o dia todo, já ele podia.
Foi numa dessas que ele conheceu uma garota dentro do jogo e ela, claro, começou a alugar ele pra jogarem juntos.
Conversa vai, conversa vem, eles acabaram ficando muito intímos a meu ver, enquanto eu meu tempo com ele definhava, o tempo dele com ela aumentava.
Em algum momento começaram a namorar virtualmente. Daí um dia ele me contou o que se passava: ela tava tendo problemas dentro da casa dela, ela era uma moça casada, mas o marido, pelo que ela dizia, era um ogro ou algo nesse sentido.
Daí ela correu se refugiar no joguinho, acabou conhecendo meu amigo e...não prestou, né?
Eu nunca abri a boca pro meu amigo pra falar pra ele que ela tava era carente, certamente era muita cobrança em cima dela, fora que imagino que o clima na casa dela não era dos melhores.
Eu penso comigo mesmo que gente carente tem aos montes por aí, mas pombas! Tem que ter coragem, enfrentar os problemas, não fica tentando fugir pela tangente, como ela fez.
A constar, ela e meu amigo terminaram o "namoro", ele parou de jogar e foi fazer algo mais útil da vida dele e quanto a ela, nunca mais a vi.
Precisava disso? Penso eu que não.
Gente carente é uma droga, Yatta...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Original Vs. Pirata


Você compra DVD pirata ou original?, ou não gasta dinheiro e baixa pela net mesmo?

Dentro das minhas possibilidade, compro DVD original, mas não sou maluco de ir numa loja e pagar por exemplo, 40 reais num lançamento ou 100 Reais ou mais num Box.
Eu dou um tempo, não compro na hora. Os preços sempre baixam.
Outra dica preciosa é ir de vez em quando em grandes locadoras, como a Blockbuster da vida ou em Sebos. Normalmente eles tem muita coisa lá por um preço mais em conta e em alguns casos, o DVD tem garantia. Se der algum problema, volto lá e troco.
Tinha uma locadora de video aqui perto de casa, mas o negócio faliu e o cara tava vendendo os DVDs do acervo. Nessa brincadeira comprei muita coisa.
Eu só baixo coisas da net quando não tem disponível por aqui mesmo.
E montar um DVD com coisas baixadas da net não é mais um bicho de 7 de cabeças, então...
Pra mim, hoje em dia só faz pirataria de coisa licenciada quem quer.
É isso! =]

domingo, 18 de dezembro de 2011

Amizade



Fabiano, qual seu conceito de amizade?

Pergunta tensa essa, Sávio.
Pra mim, Amizade é quando tu gosta de alguém por uma afinidade, por idéias parecidas, por compaixão mesmo.
Se existe um interesse por trás, não é amizade.
Amizade mesmo, é expontânea, acontece sem se pedir nada em troca.
A simples presença da pessoa em si, já te alegra.
Acho que um ponto a ser considerado é que muitas vezes estamos carentes por motivos A ou B, daí arrumamos alguma pessoa para nos ouvir. A partir desse ponto, acreditamos que temos uma amizade.
Não é. E isso se mostra verdadeiro tão logo as pessoas melhoram e voltam a se afastar.
Amizade, pra mim é tu apontar erros da pessoa querida, mesmo que a magoe. É falar a Verdade, ser sincero.
Já conheci e conheço tanta gente nessa vida Sávio, me recordo de UM que agia expontaneamente comigo. Um não, DOIS!
Mas sinceramente falando, não sei o que é amizade. Não sei conceituar isso direito.
É abstrato ( será? ) demais pra mim.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Odiar?




Quero saber SINCERAMENTE o que vcs acham de pessoas que pensam assim.... segue o site:http://www.silviokoerich.com/2011/11/21/faca-voce-mesmo-estupre-e-mate-uma-mulher/

Sinceramente...Citando um trecho desse lamentável post:
=========
O MUNDO TE ODEIA, DEVOLVA ESTE ÓDIO….
========
Me recuso.
Porque eu, falando por mim, Fabiano alves de Jesus, que devolver as coisas na mesma moeda quando muito, satisfaz meu EGO e só isso.
As coisas não vão mudar porque eu matei 10, 20, 100 mulheres supostamente "vadias".
O problema é mais profundo que isso. A gente é criado de forma hipócrita desde pequeno, quando crescemos continuamos hipócritas.
Mas lol, nos ensinaram que somos especiais, que somos princípes e princesas e nossos pais são reis e rainhas que devem ser reverenciados, logo obedecidos.
Só que aí a gente percebe que o mundo tá pouco se lixando pra isso. Ficamos com raiva, daí começamos a bater em quem tá perto e normalmente não tem nada a ver com o assunto.
Perceba que o problema não está em quem está perto, mas sim em nós. Mas estamos cegos porque fomos ensinados que somos sem defeitos.
Não é assim.
E Katy, esse cara conclama que as pessoas odeiem, mas note que mesmo se as pessoas passem a odiar como ele deseja, nada vai mudar no grosso.
Conhecer o que é Amor de verdade não rola pra ele, né? Mais fácil odiar.
Faz sentido, brasileiros gostam de ir pelo caminho mais fácil.

Edit: O link citado nessa pergunta é de um blog fake, feito para detonar o Silvio Koerich. O blog já foi denunciado. Mas é íncrível o que essas pessoas fazem para detonar outra que as incomoda! 
É Bk, tu não está sozinho não!

Banda Calypso e as HQs Nacionais!


Porque vc gosta tanto da Banda Calypso?

Pela sua inestímavel contribuição para com a produção cultural desse país.
Não é piada, tá? Explicando.
Num país que vive de modinhas nas rádios, na tv, dos chamados "artistas de sucesso" como Luan Santana, Fiuk ( que já deu uma sumidinha, né? ), Restart, entre outros, a Banda Calypso é um aviso que nem tudo é jabá na Música brasileira.
Porque olha só, esses daí que citei são todos esquemas comerciais armados, eles não são um sucesso por acaso.
Tudo montado, armado, com gosto de plástico. Ok, a indústria musical do mundo todo vive disso. Do Jabá. Tu gasta uma grana enorme pra viabilizar um cantor ou grupo e ganha o triplo. Ao custo de pagar pra rádio xis ou ipsolon sempre tocar a música do teu artista no horário tal.
Fora pagar pra ele aparecer na Tv, ganhar disco de platina, disco de ouro, platina duplo e sei lá quantos mais tipos de discos vão inventar pra premiar um artista quando ele chegar "na marca dos tantos discos vendidos".
Tudo isso é forjado cara.
E no que a Banda Calypso é diferente desses esquemas? Eles não começaram apadrinhados, meu filho!
Eles vieram do para você desconhecido Pará, onde o Tecno-brega vai muito bem obrigado!
Criaram meio de divulgação, de distribuição e lol lol lol, GANHAM GRANA COM ISSO!
Sem precisa de uma Som Livre da vida!
Note que se dependessem da mídia daqui no sudeste, a Banda Calypso passaria batido em cima do lance, a exemplo do que ocorre com os artistas independentes de Rock e outros estilos.
Mas a força da Banda Calypso foi tamanha que tiveram que ceder, chamaram eles pra programa de TV, revistas falaram deles, enfim, eles quebraram a panela em favor do eixo Rio-SP-e-um-cadinho-de-Minas.
Só por causa disso, eu acho a Banda Calypso MUITO FODA!
A música deles pode ser uma merda, mas o meio que eles fizeram essas músicas serem conhecidas...
Ah, o pessoal que faz quadrinhos brasileiros tinha que inventar um esquema estilo o tecno-brega da Banda Calypso!
Ah, se tinham!

domingo, 27 de novembro de 2011

O Aprendiz e outros programas de TV



Assistir a “O Aprendiz” me faz lembrar da teoria sobre pessoas que gostam da Fórmula 1 principalmente para ver os acidentes. Sua opinião, please.

Tem lógica o que tu pensa, Fernando. Pelo menos pra mim, muita gente assiste determinados programas de TV não pela proposta dos mesmos, mas pra ver gente de um jeito ou de outro se lascando.
Tinha uma colega de serviço minha, faz alguns anos, ela assistia religiosamente "O Aprendiz", na época quando o Justus ainda tava na Record, unicamente porque ela se lembrava da época onde ela trabalhava numa grande empresa e, surpresa, tinha um chefe tão rígido quanto o que o Justus representava.
Ela não assistia para ver o desempenho dos participantes, ela assistia para ver o Roberto Justus pagando de chefe cruel com os outros.
Doideira isso? Talvez.
Quer ver outro exemplo, nesse mesmo estilo? Você dizer que coisas da Disney são pra crianças.
Só que, na verdade, coisas Disney são feitas pros adultos que pegam e dão pras crianças coisas relacionadas.
Pra criança mesmo, tanto faz o que é, mas o símbolo daquilo, pro adulto é muito importante. Embora ele mesmo não admita isso.
Tem outros casos que podemos usar essa lógica, só procurar!