segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Jabá


Olha, eu não sou de ouvir música, meu mp3 player tá encostado, rádio eu nunca ouvi nada que não fosse wanna be da Mix FM ( que por sinal, é besta, mas isso é minha opinião. ) e mesmo no pc tenho uma pequena quantidade de mp3s que não são ouvidos a tempos.
Enfim, música me é uma coisa ainda que meio obscura.
Mas falemos de jabá. Na verdade, ele existe em muitas outras coisas, mas o jabá na música ilustra bem como as coisas funcionam como um todo.
Começa assim: tu tem um grupo musical novo, chamado....humm...Ponto do Forró. =)
Acontece que ninguém conhece teu grupo, ninguém sabe que catsu é o Ponto do Forró.
O grupo dá uma sorte, e uma gravadora grande olha pra eles e pensa: "Acho que esses caras vendem bem..."
Daí começa.
Grava-se um CD, vá lá, um DVD com algum show ao vivo seria de bom tamanho também. Se faz muito hoje em dia; acontece um show com um grupo musical, e desse show, gravam e depois montam um DVD.
Ok, temos o CD e o DVD do Ponto do Forró prontos, mas...
Como fazer para os outros saberem da existência do grupo? Os fãs são insuficientes nesse quesito e nossa idéia é fazer o grupo Ponto do Forró ser conhecido por todo mundo.
Rádios.
Não é segredo pra mais ninguém. Toda rádio tem um programa ou mais que um, depende da rádio, onde se tocam "as mais pedidas", os "sucessos do momento" e por aí vaí.
Mentira.
Na verdade, o que acontece é: o dono / representante da Gravadora que tem o CD/DVD do Ponto do Forró chega neles e fala: "Te pagou tanto se tocar a música tal, do Ponto do Forró em tantos horários durante o dia."
Já prestou atenção, ao ouvir rádio, que quase sempre no mesmo horário e no mesmo dia, toca aquela música? Pois é.
Acordos. Pagamentos adiantados.
Jabá.
Claro , o dono da rádio tem que ter alguma grana, e se ela não vem do anuciante, que venha do dono da gravadora.
Então, além das rádios, pega-se uma agência de propaganda, se investe pesado em marketing.
Quando você anda pela rua, qualquer coisinha é desculpa pra ver banner, pôster, faixa, o caramba sobre o Ponto do Forró.
Vc liga o rádio. O que está tocando? Ponto do Forró.
Expandindo mais a coisa: você liga a TV, naquele programa dominical enfadonho. Quem está lá dando entrevista?
O Ponto do Forró.
Você está cercado. Pode até ser que você goste da música deles, caso não, paciência.
Você compra o CD / DVD deles.
Pronto, o jabá cumpriu a função.
Nota interessante nisso tudo é que os investimentos em jabá / propaganda são tão grandes que um CD ordinário, com capinha, encarte com as letras de músicas e quando muito, com algum extra, saem por preços absurdos.
20, 30 reais.
Porque no preço desses CDs está automaticamente embutido o preço do jabá, da grana que foi dispendida pra fazer o CD vender.
Quanto fica com o artista desse montante todo? Cerca de UM DÓLAR.
Assustou? É, é triste, mas é verdade. A gravadora carrega o piano nas costas, é verdade, com os gastos, então sobra pro artistas muito, mas muito pouco.
Artista quando saí dos holofotes, faz grana ou com shows ou com cachês diversos para propaganda de outros produtos.
( Falando nisso,você acha que a Pepsi chamou os Black Eyed Peas porque? ).
Isso é o jabá musical.
Valeu.

10 comentários:

Breno Capucena disse...

Muito bom, ri algumas vezes com as verdades... mais isso ai é um danado de um jabá musical via blog XD

ANIME WORLD NEWS disse...

eita perdoa meu floodezinho aki, mais eskeci da minha assinatura

۞/

Fabiano Alves disse...

Nah! xD
Veja bem, o que mata no caso do Jabá é que justamente ficamos na mão das gravadoras. Eles dizem o que deve ser consumido, o que é legal, o cool e por aí vaí.
RBD, Rougue, Brod'z, Sertanejos em Geral, é tudo a mesma coisa.
Basta um estalar de dedos e alguma grana despejada nos pontos certos e tu cria uma modinha.
É como o cara do filme "Escola do Rock" comenta: "A MTV tá nem aí pra vcs (os artistas)."
Ou como foi inclusive mostrado num episódio de Hi-hi Puffy Amy e Yumi: os caras da gravadora chegam no empresário, com uma contrato pra lá de abusivo, que não deixa os artistas com um puto no bolso, mas como o jabá faz elas conhecidas, o empresário assina e fica por isso mesmo.
O Lobão ( http://www.revistaoutracoisa.com.br ) mesmo tá nessas de ir contra o jabá das grandes gravadoras porque é foda, cara.
Não somos macaquinhos amestrados pra quando a industria fonográfica estalar os dedos a gente pular e ganhar amendoins. ( Se bem que alguns são assim...o.O ).
Queremos música, não plástico industrial, caramba!
É isso. =)

Joelson disse...

kkk
esse post é mto engraçado apesar de ser verdade...
os cara pagam pra tudo igual noticias em revistas heheh
os cara vao la e pagam a maioria das noticias ¬¬
o pessoal paga pra musica ficar famosa... hehe
ai ao inves dela ficar famosa por mto tempo acaba enjoando ja que o pessoal ouve de mais e ai perde a graça... apesar de que tem algumas musicas que nem tocando o dia inteiro o pessoaliria querer ficar ouvindo heheh

Joelson disse...

ah lendo esse coment seu ai fabiano ...
pode reparar que de tanto tocar nas radios e em todos os lugares vc nao ve mais nem falar em Rouge hehe Broz RBD mais ou menos... mas ja perdeu a maioria da credibilidade que tinha... ainda mais pq parou de passar no sbt hehhe

Kajiya disse...

Eu não aguento tudo isso. Talvez seja bem simple-minded da minha parte achar isso, afinal, os artistas se esforçam e tudo o mais, e deveriam receber melhor, mas não aguento todo verão um hit novo irritando mais e mais os ouvidos das pessoas alheias. Hum...

o/

Fabiano Alves disse...

É uma indústria Joelson.
Vc apresenta os artistas, o hit do momento, arregaça os ouvidos seus, meus, do Kajiya, de todo mundo de tanto ouvir o hit.
Enche o saco. Os fãs piram, mas o grosso dos fãs some depois que os artistas saem dos holofotes.
Vc pode tentar uma sobrevida das coisas, tipo o Black Eyed Peas, que tiveram aquele momento com o Pump it, mas passou, depois veio a Fergie e sua bundona de dar inveja na Carla Peréz e tamos aí.
Hoje a Pepsi aposta fichas neles antes que eles dissolvam o grupo e vá cada um pra um canto, como costuma acontecer.
Esquema. Aproveitando resquícios.
Eles vão sumir, isso é certo.
Quer dizer, ficamos nessas de ficar escutando o que as gravadoras acham que é legal.
Lembro do Axé? É um exemplo. Sertanejo com música de homem chorando que perdeu a mulher? Idem.
A modinha hoje é o Funk Carioca, que se formos dar uma cavucada lá pelos idos da década de 70-80 tinha algo além de apelo sexual.
Mas o caso é que a Som Livre decidiu que era a vez de tirar o Furacão 2000 do morro, então...
Uma perguntinha pertinente, no meio de tanto jabá, tanto interesse, onde está a música que NÓS queremos ouvir?
Será que ela existe?
Tenho minhas dúvidas...

Fabiano Alves disse...

Kajiya:

Mas daí a gente tromba naquilo: o artista não tem nada. Quando muito tem os componentes da banda, tem os instrumentos ( que são os olhos da cara! Minha mãe desistiu de comprar um violão por causa do preço. =/ ) aparelhagem de som mínima e só.
Daí entra o empresário da grande gravadora, ele tem como divulgar em massa o artista.
Sair do anonimato.
Mas isso tem um preço. Se de um lado, os artistas aparecem 12x36 na mídia impressa, televisiva, etc, por outro eles não ganham quase nada por isso, dado que quem tá bancando, quer mais é que o CD arrebente de vender pra compensar o investimento.
O Grupo Rougue ( Asserehe ) deu lucro bom, bancaram um segundo CD, mas não deu.
Era pro BROD'z ( o Rougue versão cueca ) ter ido pelo mesmo caminho, mas não deu, apesar de todo o serviço que as meninas do Rougue fizeram em cima da coisa.
Coisas de negócios... ;-)
E claro, tivemos o recente RBD - Rebelde, que graças a fórmula novela + música, se saiu muito bem, obrigado, mas já tá sumindo.
Mas ah, Fabiano, quer dizer que tudo que faz sucesso é por causa do jabá? Ninguém escapa disso não?
Escapam, esse é o ponto.
Tem quem escape do esquemão, e deles vou falar num futuro post.
;-) Só preciso de mais umas pesquisas e mando bala!
É isso. =D

Joelson disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
vc gosta mto de escrever heim hehehehe
mas concordo com o que disse ai...
e os cara gastam um dinheirao ainda pra isso... ao inves de eles darem pra mim hehehe

Fabiano Alves disse...

É bem fácil! xD
Basta a gente pegar a equipe do AWN, fazer uma banda de J-rock, J-pop ou estilo anime music, algo bem...*pensano* Hi-hi Puff Amy e Yumi, saca? xD
Daí arrumamos um empresário sócio de gravadora grande e ele banca vocês. Claro, pode ser que vocês não cantem nada bem, que desafinem, que falem em falsete ( ui! )mas a força do marketing será tão grande que vocês vão ficar nacionalmente conhecidos e depois vão começar a aparecer em revistas da moda, que tal?
...Vocês só não podem esperar receber muita grana, mas pela publicidade que vocês vão ganhar, compensa, não?
Ou vai me dizer que alguém sabia quem era aquela mulata gostosa da Rihanna, antes do jabá em cima da música do Umbrella?? o.O