segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Dando pitaco em HQs nacionais - 2



Oi de novo!

Nessa postagem vou falar de dois quadrinhos que a despeito de concorrentes diretos nas bancas viveram por um tempo maior que as costumeiras revistas que duravam 2, ou 3 edições.

A primeira revista é "As Aventuras da Sabida", feita pela editora Rica, de Taubaté.
 Por incrível que pareça, a revista com periodicidade bimestral e depois mensal durou 23 edições, durando de Março de 2011 até Junho de 2014.
Sim,três anos de publicação.
Distribuição local na região de Taubaté, acredito que não tenha saído de lá. E acho que aí é que está o ponto que todos deveriam fazer: não almejar publicar e distribuir nacionalmente, mas localmente.
Sabe dar um passo por vez?  Então.
O site da revista foi pro espaço, mas ainda pode ser acessado pela wayback machine, então procura lá.
A página no Facebook está de pé, embora sem atualizações, vejam a página indo aqui:
https://www.facebook.com/asaventurasdasabida/

O segundo caso de HQ comercial funcional é Luluzinha Teen e sua turma. Serião gente, mesmo sendo uma revista licenciada com personagens originalmente dos EUA, o trampo feito em cima desse título foi algo impressionante.

A revista durou 65 edições, começando em Agosto de 2008 e indo até Fevereiro de 2015. 7 anos de publicação praticamente contínua.
Se conta a revista teve um investimento de um milhão de reais, não sei precisar o quanto isso é verdade, mas deve ter sido. Além da confecção da revista, os personagens principais tinham blogs, twitter, tinha gente respondendo comentários na página do Facebook e no site da revista...
Enfim, mas a revista foi um lançamento comercial de grande porte. Além dos artistas tinha muita gente envolvida em manter a revista e seus derivados funcionando.
Na próxima postagem, vamos falar sobre os erros que os artistas cometem.
Até mais! 





sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Dando pitaco nas HQs nacionais - 1


Então, acho que é preciso que se toque nesse assunto com relação aos quadrinhos no Brasil, particularmente falando minha visão é extramente negativa, mas como normalmente me resguardo de comenta-la, não dá pra saber se ela tem erros ou não.
Sendo sucinto: quadrinho independente não é quadrinho comercial. Quadrinho comercial em outros países é feito por editoras, tem distribuição ampla, tem um público leitor grande e periodicidade pelo menos regular.
No Brasil, quadrinhos comerciais são normalmente de origem estrangeira, saem em volumes periódicos mês por mês e em publicações encadernadas. Em algumas ocasiões tem edições especiais.
Quando falamos de publicação voltada para o público brasileiro e feita por brasileiros, o único nome presente dentro dessa definição é Maurício de Souza, com 30 anos de mercado.
Só que antes de ficar só, o Maurício tinha concorrentes no ramo.
Nos tempos áureos da Editora Abril, além da Turma da Mônica, existem um punhado de outras revistas infantis, além dos sempre presentes quadrinhos Disney.
Essas revistas eram a porta de entrada para leitores novos. Que caso não gostassem de um título, bastaria optar por outro de seu agrado.
O Gordo, Cacá, Alegria, Patrícia, Turma do Lambe-lambe, Fofão, Fofura...Isso sem esquecer os quadrinhos com personagens que vieram da TV:  Faustão, Gugu, Angélica, Leandro e Leonardo, Sérgio Mallandro, Xuxa, Trapalhões...
O fato é que tudo isso em algum momento acabou.
Tem quem diga que o problema foi a crise da década de 90, com o Plano Collor, mas alguma coisa se perdeu e as pessoas foram abandonando as revistas infantis comerciais.
Pode ter sido o avanço dos videogames que começou na época, talvez a tv estivesse melhor que pegar um gibi e ler, o caso é que a crise pegou o mercado de jeito e ele não se recuperou disso até hoje.
Antigamente, a quantidade de publicações comerciais era maior, isso não dá pra discutir.
Editora Abril e Globo tinham seus títulos, mas tudo descambou tanto que hoje a Abril é uma sombra do que era antes e a editora Globo pior ainda, extinguiu sua linha de quadrinhos.
Sem leitores novos, restava para as editoras pegarem os leitores já criados. As tiragens caíram num nível sem precedentes e com isso a circulação.
E assim chegamos aos fins da década de 90, a Abril já não tinha mais o mesmo fôlego de antes, e foi perdendo títulos que migraram para a Editora Panini, que antes só fazia álbuns de figurinhas.
Se imaginou que os filmes de super-heróis que estavam como moda na época poderiam ajudar a venda de quadrinhos, coisa que não aconteceu e então todos os quadrinhos de supers estavam na Panini.
Maurício de Souza? Ele tinha se mudado pra Editora Globo após o número 200 da revista da Mônica na Abril. Ficou na editora Globo até 2006 quando se foi para a Panini.
Panini nova editora Abril?  De certa maneira, sim. =)
Nesse meio tempo foram 30 anos de mercado nacional que foram por água abaixo.
Só que enquanto há vida, há esperança, certo? Tivemos nos anos seguintes a esse marasmo editorial revistas comerciais voltadas ao público infantil que duraram mais que um ano.
Isso é algo positivo, mas falaremos dessas revistas num outro post.
Até mais!




segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Eventos pra quê?

Olha essa caralhada de gibis.
Isso foi o que eu comprei do mês passado pra cá. Tem de tudo, novo, velho, feito em gráfica, feito em casa...
Mas não fiz esse post pra ostentar, e sim pra questionar uma coisa que ando pensando faz muito tempo.
No mês de Julho tivemos o Anime Friends, evento de cultura pop em geral (saudades quando era evento de anime mesmo...) que acontece todos os anos. A diferença esse ano foi um novo local pro mesmo, que saiu do Campo de Marte e foi pra outro ponto da cidade, com uma estrutura bem melhor pelo que disseram.
Já faz um bom tempo que não vou mais a eventos desse tipo. Únicas exceções nesse sentido são o FIQ BH, que acontece a cada dois anos ( e que vai rolar ano que vem agora ), o Fest Comix e o Festival Guia dos Quadrinhos.
Não compensa mais pra mim. 
Eu acho que já comentei em algum momento na internet, mas não aqui no blog, mas vamos lá, pra que afinal servem os eventos nerds / otakus / geeks / etc?
Lá nos primórdios, com o Animecon, tinha uma preocupação em divulgar os animes e mangás e a produção de material nacional, com o Fanzinecon. Foi uma época boa, várias editoras pequenas toparam bancar a galera que fazia fanzine mas...
Alguma coisa deu errado, muito errado.
Do Fazinecon fomos pro Fanzine Expo da Yamato e seu Anime Friends, evento que serviu pra enterrar o Animecon, mas... de novo, alguma coisa estava errada. Mas a essa altura do campeonato, ninguém mais se importava com o "onde vou vender meus fanzines?"
Então veio a "quebra" do fanzine expo, onde o mesmo foi substituído pelo "Artists Alley" agora alocado dentro do sub-evento Brasil Comic Con da própria Yamato.
 Trocou-se o nome, mas o evento em essência permanecia o mesmo. Animecon a essa altura não existia mais. Não havia concorrência. Tudo se resumia ao Fanzine Expo / Artists Alley e foi nessa época que deixei de ir aos eventos.
E o que eu perdi nesse meio tempo?  Algumas publicações que foram lançadas apenas em eventos e que eu não me interessei em procurar posteriormente na internet. Gente nova entrando e saindo dos eventos, mas isso era a regra, sempre acontecia. E excluindo isso, mais nada.
Pergunto de novo: pra que servem os eventos afinal de contas?
Vender os fanzines? Ok.
Aumentar o público leitor no geral?  Não dá.
Popularizar a mídia quadrinhos?  Se nem nas bancas estão conseguindo, como em evento fechado com entrada paga vai popularizar? Não dá. [2]
Conhecer outros artistas? Ok.
O resultado é isso que a imagem que ilustra o post mostra:  Não preciso ir em eventos pra comprar os quadrinhos dos artistas.
Pagar entrada?  50, 60 Reais ou mesmo mais pra ficar andando num lugar?  Pego esse dinheiro e compro os quadrinhos que eles fazem. O dinheiro caí direto pra eles, sem intermediários na maioria das vezes.
Não vou me iludir achando que comprando fanzine vai ajudar a popularizar a mídia, isso não existe. Se fosse assim, era pra muita gente por aí que estão a mais de 10 anos indo em eventos serem famosos, o que não acontece com ninguém.
É preciso outras coisas acontecendo junto com os eventos.
É isso, até mais! 


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Download: Revista Sad Heaven

Eu devo estar bêbado ou ficando senil, sei lá!
Eu tinha feito o scan da edição 1 a tempos e mandado pro MEGA. Consegui a edição 2, mas por alguma razão esqueci completamente de fazer o scan e subir.
Só fui prestar atenção nisso quando conversava com um amigo e ele comentou da revista.
Enfim, cá estão as coisas!
Como de costume, cliquem no link abaixo pra acessar a pasta do MEGA e baixar as duas edições!
E eu acho que seria de bom tamanho fazer um texto sobre a Editora Camargo e Moraes e a Magnum, agora que completei as edições da Hypercomix.

Baixar Sad Heaven - Editora Camargo e Moraes


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Isso Photobucket me trolla por favor!

Agora, usuários registrados no site não podem mais puxar link de imagens pra exibir em outros lugares.
Oh... =(
Com isso um punhado de posts aqui ficaram com aquela imagem genérica falando disso.
Vou arrumar, mas não sei quando.
É isso,até mais!
AFF!  >_<